Espaço para informação e discussão sobre alimentação e atitudes para uma vida anticâncer. Space for exchange of information on attitudes for a cancer-free life.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Cancer drug shortage may affect effectiveness of treatment
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Veículo de informação sobre seminoma
Somente para fazer referência a um dos mais completos e interativos foruns de discussão sobre seminoma, ou câncer testicular: http://www.tc-cancer.com/Há boas referências sobre o assunto, inclusive sobre os estágios da doença, que pode também se desenvolver nos linfonodos.
Recomendo vivamente o acesso e a participação!
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Whizkid da Califórnia utiliza nanotecnologia para pesquisa de combate ao câncer
Notícia quente da Califórnia! A utilização da nanotecnologia para o combate ao câncer poderá se tornar uma das principais ferramentas contra neoplasias. Exemplo disso é a pesquisa desenvolvida pela jovem norte-americana de 17 anos, de descendência chinesa, Angela Zhang. Ela desenvolveu modelo de nanopartículas que se aderem a células neoplásicas, permitindo a detecção mais precisa das mesmas em exames de ressonância magnética (MRI). As nanopartículas seriam acompanhadas de micro-polímero que carregaria remédio contra células tumorais. Tais polímeros, em contato com a radiação infravermelha, seriam rompidos, liberando a medicação diretamente nas células-alvo.
Segundo Zhang, tal procedimento não afetaria células sadias, o que reduziria os efeitos colaterais do tratamento, aumentando, também, sua eficiência. Zhang, que foi agraciada com bolsa de estudo pelo prêmio "Siemens", agrega ainda que, durante suas pesquisas com ratos, os tumores naqueles bichinhos desapareceram por completo.
Esperemos que sua pesquisa vire trials em muito breve. Dá-lhe, Zhang!
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
David Servan-Schreiber
Faleceu no dia 24/07 de 2011 o neurologista francês David Servan-Schreiber, autor do best-seller Anticâncer - Prevenir e Vencer Usando Nossas Defesas Humanas. Schreiber acreditava que todos possuem células cancerígenas dentro do organismo, mas somente alguns irão desenvolver o câncer. A explicação para isso, excluído o fator genético, reside na exposição ao meio e na alimentação. Esta última, considerada uma chave potente para ativar ou não a propagação de tumores. O médico advoga em seu livro uma alimentação saudável, calcada em alimentos ricos em antioxidantes e antiinflamatórios.
Schreiber lutava contra um câncer em seu cérebro há 20 anos. Apesar de ter sido alvo de críticas por parte defensores dos métodos tradicionais de combate à doença, sua pesquisa merece ser lida, não só pelo aporte científico que traz, mas também pelas janelas de oportunidades que traz para uma vida mais saudável.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Minha cura

sexta-feira, 7 de outubro de 2011
My team and I developed a course of treatment for Lance that applied standard, readily-available medications and practices to achieve cure and high-quality survivorship. It’s the same course of treatment used for patients today. After brain surgery and rigorous chemotherapy, Lance recovered. He started a small foundation focused on fellow survivors, one that eventually grew into a global advocacy movement and national service provider for people affected by cancer. Then Lance took up his cycling career again and won an unprecedented seven Tour de France titles, becoming an inspiration to millions who embraced his triumphs with hope for their own battles against the disease.
Fast forward to the present. I’m often asked whether we gave Lance some sort of mythical special treatment or molecular wizardry reserved for celebrities and politicians. The answer is no. His recovery was due to tried-and-true treatments and medications like Cisplatin, a drug developed in the mid-1960s.Today, Cisplatin remains the cornerstone of cure for testicular cancer and is highly effective against many other malignancies. And this life-saving drug is on the Food and Drug Administration’s drug shortage list. Of the three manufacturers who produce Cisplatin, one has ceased production, a second has manufacturing challenges and the third can’t keep up with demand by itself.
Were Lance diagnosed today, the odds would be stacked against him.
For cancer and many other treatable diseases, effective and often inexpensive generic drugs are becoming scarce in the United States. More than 180 commonly-used drugs for anesthesia, infectious disease, arthritis and cancer are in desperately short supply. Americans are being forced to delay critical treatments or take substitutes, often suffering unnecessary pain and side effects.
The causes of this drug shortage crisis are many and complex. According to recent congressional testimony by the U.S. Department of Health and Human Services, three quarters of these shortages involve older, sterile injectable drugs. These are typically inexpensive drugs with low profit margins. Half of these sterile injectable drug shortages are due to product quality issues such as particulates and impurities. One fifth are due to production delays and capacity issues, and 11 percent are due to manufacturer discontinuations, usually for business reasons.
It is clear that market factors are playing a significant role in this problem, including industry consolidation and shortages of raw materials. While the Food and Drug Administration (FDA) does not have the authority to force drug companies to manufacture drugs in short supply, the agency is responsible for patient safety and must ensure that regulatory barriers within the drug approval process are not overly burdensome. In addition, Congress must ensure that the FDA has the necessary resources to address these problems and that the incentives are aligned properly to encourage manufacture.
Regardless of the causes, as a result of the shortage, physicians are forced to prioritize who gets life-saving treatment. Is it the young man with testicular cancer or the mother of three with ovarian cancer? Words can’t explain how terrible those decisions are or how frustrating it is to see this country regressing in its ability to provide access to high quality care.
And sadly, there are those all-too willing to exploit patients, insurers and states and offer drugs at 10 to 20 times the normal rate. To date, this price gouging remains perfectly legal.
Federal and state governments, professional societies and patient advocates are scrambling to address these unexpected challenges. Senator Amy Klobuchar and Representative Diana DeGette have introduced legislation that calls for manufacturers to give the Food and Drug Administration six months’ notice before ceasing production on a prescription drug. It is a good first step. However, swift and urgent action is required by the federal government and by the pharmaceutical industry to provide for people in need of treatment today. End the price gouging now. Build solutions that assure Americans have access to the treatment and medications they need and deserve. And put measures in place that prevent this crisis from every happening again. Every day that this problem remains unsolved, we lose lives and cause unnecessary suffering.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
Vírus contra o câncer
Pesquisador do Hospital de Ottawa, Canadá, cidade onde moro atualmente, publicou recente estudo na revista "Nature" sobre vírus manipulado geneticamente - o JX594 - que teria a capacidade de atacar células tumorais em estágios avançados, poupando tecidos saudáveis.domingo, 30 de maio de 2010
Vacina contra câncer de mama
Vacina contra câncer de mama está sendo testadaUma vacina contra o câncer de mama deverá ir a teste dentro de 1 ano, segundo reportagem publicada neste domingo pelo diário britânico "Daily Telegraph".
Uma droga que vem sendo testada tem dado mostras de impedir a aparição de tumores e também de atacar aqueles já presentes.
Pesquisadores dizem que, se bem-sucedida, ela poderia ser oferecida a mulheres antes de alcançarem meados de 40 anos, época em que o risco de câncer de mama começa a subir.
De acordo com estudos, a droga poderia acabar com mais de 70% dos cânceres de mama, salvando mais de 8 mil vidas por ano somente no Reino Unido.
Segundo a reportagem do "Daily Telegraph", o criador da vacina, Vincent Tuohy, da Clínica Cleveland, de Ohio, nos Estados Unidos, fez o prognóstico de que a vacina pode erradicar a doença por completo.
"Nós acreditamos que uma vacina preventiva de câncer de mama vai fazer com o câncer de mama o que a vacina contra a pólio fez com a pólio", disse ele. "Nossa visão é a de que o câncer de mama é uma doença que se pode prevenir por completo".
A vacina é baseada em uma proteína chamada alfalactalbumina, que age na maior parte dos tumores de câncer de mama.
Segundo a revista Nature Medicine, testes com ratos criados em laboratório para desenvolver câncer de mama aos 10 meses de idade, mostraram que a droga deixou-os livres de tumores.
A vacina estimula o sistema imunológico, capacitando-o para destruir a alfalactalbumina quando ela aparece, e assim evitar que tumores se formem.
A droga também aumentou o poder do sistema imunológico para encolher até a metade tumores pré-existentes, sugerindo que ela poderia ser usada também como tratamento, tanto quanto como vacina.
A necessidade de mais estudos em um número maior de mulheres significa que deve demorar pelo menos 10 anos antes que a vacina chegue ao mercado.
Fonte: UOL e agências internacionais (30\05\10)
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Dr. Sia Daneshmand

Queria aproveitar esse espaço para falar do meu médico-cirurgião e também amigo Dr. Sia Daneshmand. O Dr. Sia é hoje Diretor do Departamento de Oncologia Urológica da University of Southern California, EUA, e um dos mais renomados urologistas dos EUA.
Conheci o Dr. Sia em Portland, EUA, onde era o Diretor da Área Urológica do Hospital OHSU. O Dr. Sia foi quem me fez cirurgia para extração de massa seminomatosa retroperitoneal, com muito êxito e me propiciou a cura, que faz aniversário de um ano nesse mês de junho de 2010.
Portanto, deixo a todos os interessados um importante nome na luta contra o seminoma.
H. Albert Einstein realiza "trials" com avelós

Avelós: um aliado contra o câncer
Da sabedoria popular para os laboratórios. Essa é a trajetória do avelós (Euphorbia tirucalli) – uma planta de origem africana encontrada no norte e no nordeste do Brasil que produz uma seiva semelhante ao látex.
O avelós está sendo pesquisado no IIEP e pode tornar-se princípio ativo do primeiro medicamento nacional para o tratamento de câncer. Tradicional ingrediente de chás medicinais e garrafadas (tipo de bebida feita a partir de ervas supostamente medicinais, de acordo com o conhecimento popular), atribui-se à planta características antitumorais. Entretanto, ainda não há comprovações científicas.
O avelós aguçou a curiosidade de um empresário nordestino, que viu melhora de um familiar com câncer depois do tratamento com a planta. Há cinco anos, ele decidiu investir em pesquisas. Na fase pré-clínica – que inclui testes em células em cultura e em animais –, foram demonstrados resultados positivos em diversos tipos de tumores sólidos.
A pesquisa passou então para a primeira fase clínica no IIEP, com duração de cerca de seis meses em seis pacientes. “O intuito dessa fase, que já está finalizada, era descobrir a dose máxima tolerada. Do látex da planta foi isolada a substância ativa, que virou uma pílula”, explica o dr. Auro Del Giglio, gerente do Programa de Oncologia do Einstein e um dos coordenadores da pesquisa. Esses estudos são realizados por meio de parceria entre o IIEP e a PHC Pharma Consulting – empresa de consultoria e assessoria científica, especializada no segmento industrial farmacêutico.
A próxima fase – cujo objetivo é testar a atividade do princípio ativo nas células tumorais – foi iniciada. O que se sabe é que o avelós age inibindo enzimas relacionadas à multiplicação dos tumores, além de ter potencial anti-inflamatório e analgésico. “Ainda não temos previsão sobre resultados. Pesquisas desse tipo geram muitas expectativas, mas antes de tudo é preciso comprovar a eficácia da planta”, completa o dr. Del Giglio.
Início dos Estudos em Fase II
A pesquisa que investiga a efetividade do medicamento AM 10 (Avelós) como uma nova opção de tratamento para o câncer iniciou a fase 2 do estudo.
As pacientes que estiverem dentro dos critérios iniciais e tiverem interesse em participar do estudo poderão fazer contato com o setor de Oncologia.
Critérios para participar do estudo:
* Paciente do sexo feminino e com
* Diagnóstico de câncer de mama metastático (doença que se espalhou para outras partes do corpo)
Como participar do estudo?
Enviar email ou fax, aos cuidados de Roberta, com os seguintes dados:
* Nome completo da paciente
* Data de nascimento da paciente
* Telefone e horário para contato
* Data do diagnóstico
* Nome do tumor
* Local das metástases
* Data e tipo dos últimos exames realizados (ex.: PET, tomografia, ressonância etc.)
* Nome dos tratamentos realizados
Contato:
* E-mail: robertapf@einstein.br
* Fax: (55 11) 2151-0305
Importante:
Caso a paciente preencha os critérios iniciais para participar do estudo, será encaminhada para uma avaliação com médico oncologista.
Nesta segunda etapa, o oncologista fará uma avaliação; em identificando que o estudo é indicado para o caso, a paciente será incluída no estudo.
Importante ressaltar que o estudo será responsável apenas por despesas de saúde relacionadas ao tratamento com o AM 10 (Avelós).
Todas as demais despesas relacionadas a outros tratamentos ou a problemas de saúde que venham a surgir durante a fase de estudo serão de responsabilidade da cliente ou de sua família.
Fonte: Hospital Albert Einstein - www.einstein.br
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Câncer testicular ou seminoma
Gostaria de traçar hoje breves palavras sobre meu recente inferno: tumor testicular ou seminoma. Pois bem, diagnostiquei a lesão em setembro do ano passado e, de lá pra cá, tenho combatido o problema, com altos e baixos. Apesar de formado por células germinativas, meu seminoma migrara, em algum momento de minha vida, dos testículos para os linfonodos retroperitoneais.
Fiz três ciclos de BEP (Bleomicina, Etoposide e Cisplatina) no ano passado, com excelentes resultados. Contudo, em último exame de PET-CT, acusou-se retorno da doença por ter restado pequeno núcleo resistente ao primeiro protocolo quimioterápico. Passei, pois por laparatomia, com vistas a retirar massa necrótica e o tecido neoplásico ativo. No momento, faço novo esquema quimioterápico complementar chamado TIP (Paclitaxel, Ifosfamida e Cisplatina), com resultados muito bons até o momento.
Apesar de tratar-se de tumor altamente sensível a quimioterapia, o seminoma tem me dado um trabalhão danado. Tive de abandonar minha carreira (sou diplomata) e minha rotina deliciosa de esportes (fazia corrida de aventura, ciclismo, atletismo e canoagem) e deslocar-se constantemente para São Paulo.
Paz e saúde a todos!
terça-feira, 5 de maio de 2009
Substâncias carcinogênicas em refrigerantes
Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste --Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-- verificou que 7 têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação de um conservante, o benzoato de sódio, com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.
Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.
Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.
A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.
O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.
O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.
Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.
O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.
Fonte: Folha de S. Paulo, 05/05/2009 (Flávia Mantovani)
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Pequena palavra sobre o Aveloz
O que gostaria de chmar a atenção aqui é que o Aveloz ainda está em fase de pesquisa e não pode ser consumido indiscriminadamente, como planta milagrosa. O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, tem conduzido experiências com a planta, que podem ser acessadas por meu de seu setor de oncologia.
Um pouco de paciência é sempre bem-vinda. Acredito, do fundo do coração, que a medicina nunca esteve tão perto de uma cura definitiva para o câncer.
Saúde.
sábado, 4 de abril de 2009
Lapachol - uma esperança no combate ao câncer
Pesquisadores do Rio de Janeiro produziram uma substância que promete um tratamento mais eficaz e menos penoso contra o câncer. Os testes já foram feitos em células doentes, mas ainda não começaram em seres humanos.
A substância que atraiu os pesquisadores é produzida pelo ipê, árvore nativa do Brasil e abundante por aqui. O lapachol já tinha sido usado no tratamento de pacientes com câncer na década de 70, mas gerou vários efeitos colaterais.
Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criaram agora uma nova substância em laboratório. Aproveitaram parte da composição do lapachol e de uma outra substância, extraída de uma planta do Canadá.
“O nosso objetivo foi aproveitar o que havia de melhor em cada uma dessas estruturas e produzir uma nova substância que matasse as células cancerígenas e não apresentasse efeito tóxico significativo nos pacientes”, explica Paulo Roberto Ribeiro Costa, coordenador da pesquisa.
Os primeiros resultados foram positivos: a substância sintetizada foi testada em células de leucemia e câncer de pulmão de laboratório, que foram destruídas em três dias.
Depois, o teste foi feito em camundongos sadios para verificar se eles apresentariam efeitos colaterais. Os animais não tiveram queda de pêlo, nem perda de peso, o que é comum em quimioterapias.
O passo seguinte foi definitivo para a pesquisa. A substância criada no laboratório foi aplicada em células retiradas de dez pacientes com leucemia do Instituto Nacional de Câncer (Inca).
Esses pacientes não respondiam mais ao medicamento considerado de ponta no tratamento da doença. A nova substância matou as células cancerígenas.
Agora, os estudos estão sendo feitos em camundongos doentes. Daqui a dois ou três anos, o objetivo é começar a testar a substância em seres humanos.
“Esses resultados trazem uma esperança muito grande mesmo para pacientes em estágios avançados do câncer”, destaca o biomédico Eduardo Salustiano, da UFRJ.
sábado, 28 de março de 2009
Angiogênese - esperança no combate ao câncer
Uma das áreas mais promissoras das pesquisas de combate ao câncer é aquela que tem centrado seus esforços na área da angiogênese. Como se sabe, para que o tumor possa prosperar, ele deve se alimentar - e muito - de energia proveniente da circulação sangüínea. Pesquisas têm demonstrado que o câncer, uma vez em ação, secreta sinais químicos (como o VEGF), que induz a formação de nova vascularização ao seu redor (angiogênese), garantindo, pois, o suprimento de energia necessária para o seu desenvolvimento.
Recentemente, estudos têm sido apresentados na área do combate à angiogênese, sobretudo na capacidade de se interferir na síntese de VEGF. O AVASTIN, droga recentemente descoberta e comercializada, tem como princípio ativo a inibição de sinais químicos que favoreçam a angiogênese.
O mais interessante de tudo isso é que certos alimentos que ingerimos possuem substâncias fitoquímicas capazes de interferir direta ou indiretamente na produção do VEGF e, conseqüentemente, na angiogênese. Segundo o Dr. Richard Béliveau, famoso bioquímico canadense que tem desenvolvido pesquisas inovadoras sobre o poder de alimentos no combate ao câncer, alimentos como o chá verde, a raiz cúrcuma, a soja, uvas e frutas vermelhas, e alimentos ricos em ômega-3, possuem propriedades anti-angiogênicas. Ministrados em doses elevadas em ratos de laboratório, alguns estratos desses alimentos reduziram significativamente o desenvolvimento de tumor naqueles animais, segundo o Dr. Béliveau.
Vale, portanto, a dica: consuma chá verde diariamente, troque o tempero tradicional de sua comida (ou salada) por cúrcurma, consuma muita uva (e vinho tinto moderadamente), frutas vermelhas (morango, amoras, framboesas, mirtilos, airelas...), e tome bastante missoshiro com tofu!
Maiores informações sobre o Dr. Béliveau pode ser encontradas no sítio: www.richardbeliveau.org
domingo, 1 de março de 2009
EUA indicam remédio para prevenir câncer de próstata
Usada para tratar calvície, finasterida reduz em 25% o risco de tumor maligno
Recomendação se apoia em estudo com 18.882 homens; especialistas se dividem sobre o uso da droga, que pode gerar disfunção sexual
AMARÍLIS LAGE
DA REPORTAGEM LOCAL
A Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) e a Associação Americana de Urologia (AUA) divulgaram no dia 24 a primeira recomendação de um remédio para a prevenção do câncer de próstata.
A orientação prevê que homens saudáveis usem finasterida para prevenir esse tipo de tumor -procedimento que a Asco definiu como "quimioprevenção". O remédio já é utilizado atualmente no tratamento da calvície e do crescimento benigno da próstata.
A recomendação tem como base o PCPT (Prostate Cancer Prevention Trial), estudo realizado nos Estados Unidos e no Canadá com 18.882 homens com idade acima de 55 anos e sem sinal de câncer de próstata.
Durante sete anos, parte dos participantes tomou finasterida e parte, placebo. Constatou-se que o uso do remédio reduziu em cerca de 25% o aparecimento do câncer.
O resultado, porém, foi acompanhado de uma polêmica: aparentemente, os homens que tomaram finasterida e tiveram câncer de próstata apresentavam tumores mais agressivos. Estudos posteriores mostraram que, como esses participantes tinham a próstata reduzida pela finasterida, era mais fácil encontrar nas biópsias deles tumores agressivos. Além disso, os pesquisadores relataram que esses tumores eram detectados antes no grupo que tomou o remédio do que no grupo que recebeu placebo.
"O tempo mostrou que a finasterida deixa essas células com uma aparência mais "feia", mas é só uma alteração morfológica, elas não ficam mais agressivas. Houve uma polêmica que dividiu os médicos, mas ela vai acabar. Se a AUA adotou essa recomendação, é porque as evidências a favor da finasterida são muito fortes", avalia o urologista Miguel Srougi, professor titular da USP.
Mas, para outros especialistas, ainda há algumas perguntas em aberto. "Uma delas é: a finasterida só evita o câncer mais leve, e não o mais agressivo? Outra: qual o resultado da finasterida depois de sete anos? Há indício de que, após esse período, a proteção diminua", afirma Stênio de Cássio Zequi, cirurgião pélvico do Hospital do Câncer A.C.Camargo.
O urologista Carlos Eduardo Corradi, chefe do departamento de uro-oncologia da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), considera a recomendação norte-americana precoce. "Estudos com o câncer de próstata demoram muitos anos para apresentar resultados e o PCPT não teve a conclusão final ainda. A gente não sabe o que pode acontecer a longo prazo."
Desvantagens
As entidades norte-americanas recomendam que homens que já tomam finasterida e aqueles que têm PSA total até 3 conversem com seus médicos sobre os prós e contras de tomar o medicamento a longo prazo. No Brasil, o PSA total é considerado saudável até 2,5, mas isso varia de acordo com outros fatores, como o tamanho da próstata do paciente e o índice de PSA livre.
Uma desvantagem do remédio é que ele pode gerar disfunção sexual e crescimento da mama. De acordo com Zequi, esses efeitos costumam atingir cerca de 3% dos pacientes.
Para os especialistas ouvidos pela Folha, o uso do medicamento deve ser indicado para homens que integrem grupos de risco. Ter um parente de primeiro grau com a doença eleva em duas vezes o risco de desenvolver câncer de próstata. Além disso, a incidência da doença parece ser maior em negros, de acordo com Srougi.
Ele ressalta que, atualmente, os urologistas não têm à disposição nenhum outro método preventivo para o câncer de próstata. Há alguns anos, acreditou-se que o licopeno (substância que confere a cor vermelha do tomate), o selênio e a vitamina E teriam um efeito protetor, mas levantamentos recentes mostraram que ainda não há evidências suficientes nesse sentido.
Procurado pela reportagem, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta pesquisas que não tenham tido participação do corpo clínico do órgão.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Novidades para o combate ao câncer da próstata
Universidade da Virgínia/Divulgação
Células do tumor de próstata: doença afetou 49 mil em 2008 no Brasil
Em breve será possível detectar o grau de agressividade do câncer da
próstata por meio da simples análise da urina. A expectativa é de
cientistas norte-americanos da Faculdade de Medicina da Universidade
de Michigan. Apesar de admitirem que o diagnóstico da doença será mais
rápido, os especialistas descartam a "aposentadoria" do controverso
exame de toque retal, temido por boa parte dos homens com mais de 40
anos de idade.
Em entrevista ao Correio, o patologista Christopher Beecher - co-autor
da pesquisa publicada pela revista científica Nature - contou ter
descoberto traços do composto bioquímico sarcosina nos tecidos da
próstata e na urina. "O amionoácido sarcosina revelou anomalias
distintas, à medida que a doença progredia", explicou. A molécula, um
indicador de agressividade do câncer, permitirá aos médicos
diferenciarem a doença de processos inflamatórios que precisam de
tratamento agressivo e imediato. Os especialistas compararam amostras
de tecidos de próstatas saudáveis a tumores e metástases.
De acordo com Beecher, foram percebidas várias diferenças no nível de
sarcosina nos tecidos, refletidas na urina. "Como a sarcosina parecia
estar muito ligada à progressão do câncer, decidimos investigar mais",
revelou o médico. No estágio inicial, foram analisados 42 pacientes.
Os cientistas acabam de completar estudos de validação adicional em
centenas de voluntários. "Nossa pesquisa sugere um novo biomarcador de
diagnóstico. A análise de uma pequena molécula como a sarcosina é
provavelmente mais rápida, mais barata e mais precisa que grandes
proteínas."
Beecher acredita que o polêmico toque retal será ainda mais usado pela
ciência. "Por meio dele, temos uma melhor compreensão da saúde da
próstata", explicou. "O exame da urina seguido do toque retal
alcançará mais células." A aplicação clínica da análise de sarcosina
na urina depende de estudos de validação.Os cientistas precisam
analisar o comportamento de vários compostos adicionais presentes na
próstata e na urina. (RC)
E no Hospital Albert Einstein...
Hospital Israelita Albert Einstein pesquisa planta amazônica para criar novo medicamento contra o câncer
Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP) vem realizando pesquisas em seres humanos para a criação de um medicamento contra o câncer, produzido a partir de uma erva da Amazônia chamada Avelós.
Trata-se de um estudo inédito no Brasil com pesquisas de erva da flora amazônica cujo objetivo é criar uma nova opção para o tratamento do câncer. O estudo entrará na fase 2, ou seja, somente os pacientes que já estão participando das pesquisas continuarão a ser avaliados até a conclusão do trabalho. Este estudo é realizado em pessoas pela primeira vez no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), instituição com um dos mais avançados centros oncológicos da América Latina.
A planta Avelós (Euphorbia tirucalli), típica das regiões norte e nordeste do País, produz uma seiva semelhante ao látex e já foi estudada por meio da análise de sua ação em células em cultura e em animais.
A erva é utilizada na cultura popular há décadas como planta medicinal, mas sem comprovação científica como benéfica ao tratamento do câncer em humanos. Isso levou à realização de estudos laboratoriais que, de fato, comprovaram uma atividade anti-tumoral de substâncias presentes na Avelós.
“Caso os resultados iniciais sejam positivos, estudos mais aprofundados da ação da Avelós em tumores poderão revelar uma nova geração de medicamentos para o câncer”, explica dr. Auro Del Giglio, Gerente do Programa Integrado de Oncologia do Einstein e um dos coordenadores do estudo.
O novo medicamento poderá ser disponibilizado ao mercado depois de avaliada sua eficiência e grau de toxidade, o que será feito após novos estudos que comprovem sua eficácia e sua aprovação pelas instituições responsáveis.
A pesquisa é realizada por meio da parceria entre o IIEP e a PHC Pharma Consulting – empresa de consultoria e assessoria científica, especializada no segmento industrial farmacêutico.
O Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein é um dos diferenciais que conferem ao Hospital Israelita Albert Einstein a posição de liderança no setor da saúde, atuando em parceria com importantes instituições de pesquisa científica no país e no exterior, agências nacionais e internacionais de fomento e órgãos governamentais.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Anticâncer - Prevenir e vencer usando nossas defesas naturais
O livro, que se tornou um best-seller recentemente, tem como escopo entender por que a civilização ocidental contemporânea parece viver uma espécie de epidemia de câncer. Estatisticamente, há mais incidência de casos de câncer hoje que nos séculos anteriores (de maneira relativa) e a sociedade ocidental parece ser mais facilmente atingida por essa epidemia que outras (como, por exemplo, a oriental). O que Servan-Schreiber parece querer dizer é que o estilo de vida ocidental tem sido um vetor catalisador importante de incidência de casos de câncer.
Uma das razões apontadas é a alimentação. Comemos indiscriminadamente carnes vermelhas, açúcares e farinhas brancas. Segundo o autor, tais alimentos são fontes de inflamação no organismo - seja pelos picos de insulina causados ou pela gordura saturada. Além disso, ingerimos poucos alimentos ricos em Ômega-3 e pecamos naqueles com excesso de Ômega-6. O resultado de tudo isso, casado com uma vida sedentária, é a inflamação, que, segundo Schreiber, é a fonte essencial do câncer.
Alimentar-se bem é também uma atitude para manter-se são. O autor explora a potencialidade de diversos grupos de alimentos para o combate, e eventualmente a cura, do câncer. Há evidências científicas de que alguns alimentos combatem efetivamente células neoplásicas, a exemplo do chá verde, do brócolis, do espinafre, do gengibre, da cúrcuma e de tantos outros, aos quais reportarei-me oportunamente. Evidencia-se, no livro, que há um universo enorme a ser ainda explorado somente usando o poder dos alimentos, algo que parece marchar a contragosto da indústria farmacêutica.
Enfim, o livro é recomendado a todos que já tiveram experiências, como eu, de lidar com tumores. E também àqueles que desejam conhecer melhor um estilo de vida interessante e importante no combate ao câncer.
Uma palavra inicial
Comentários serão sempre bem aceitos sempre que respeitar o objetivo desse canal de comunicação.
Esse blog será atualizado, sempre que possível, a cada semana.


