quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Vírus contra o câncer

Pesquisador do Hospital de Ottawa, Canadá, cidade onde moro atualmente, publicou recente estudo na revista "Nature" sobre vírus manipulado geneticamente - o JX594 - que teria a capacidade de atacar células tumorais em estágios avançados, poupando tecidos saudáveis.

Encabeçada pelo Dr. John Bell, do mesmo hospital, a pesquisa aplicou o víruso JX594 em 23 pacientes com estágios terminais de câncer. Em quase todos eles, o vírus atacou células cancerosas de maneira relativamente eficiente. Em 7 deles, houve regressão considerável da massa tumoral.

O vírus é uma manipulação genética daquele utilizado na vacina da varíola. O próximo estágio contará com "trials" em 123 pacientes com câncer de fígado. Bell estima que poderá obter permissão por parte do FDA de uso do vírus em 30 meses.

A notícia foi considerada revolucionária pela comunidade médica canadense e insipira otimismo da criação de uma abordagem mais definitiva contra o câncer. Não houve, contudo, resposta significativa do JX594 no tratamento de linfoma e de leucemia.


domingo, 30 de maio de 2010

Vacina contra câncer de mama

Vacina contra câncer de mama está sendo testada

Uma vacina contra o câncer de mama deverá ir a teste dentro de 1 ano, segundo reportagem publicada neste domingo pelo diário britânico "Daily Telegraph".

Uma droga que vem sendo testada tem dado mostras de impedir a aparição de tumores e também de atacar aqueles já presentes.

Pesquisadores dizem que, se bem-sucedida, ela poderia ser oferecida a mulheres antes de alcançarem meados de 40 anos, época em que o risco de câncer de mama começa a subir.

De acordo com estudos, a droga poderia acabar com mais de 70% dos cânceres de mama, salvando mais de 8 mil vidas por ano somente no Reino Unido.

Segundo a reportagem do "Daily Telegraph", o criador da vacina, Vincent Tuohy, da Clínica Cleveland, de Ohio, nos Estados Unidos, fez o prognóstico de que a vacina pode erradicar a doença por completo.

"Nós acreditamos que uma vacina preventiva de câncer de mama vai fazer com o câncer de mama o que a vacina contra a pólio fez com a pólio", disse ele. "Nossa visão é a de que o câncer de mama é uma doença que se pode prevenir por completo".

A vacina é baseada em uma proteína chamada alfalactalbumina, que age na maior parte dos tumores de câncer de mama.

Segundo a revista Nature Medicine, testes com ratos criados em laboratório para desenvolver câncer de mama aos 10 meses de idade, mostraram que a droga deixou-os livres de tumores.

A vacina estimula o sistema imunológico, capacitando-o para destruir a alfalactalbumina quando ela aparece, e assim evitar que tumores se formem.

A droga também aumentou o poder do sistema imunológico para encolher até a metade tumores pré-existentes, sugerindo que ela poderia ser usada também como tratamento, tanto quanto como vacina.

A necessidade de mais estudos em um número maior de mulheres significa que deve demorar pelo menos 10 anos antes que a vacina chegue ao mercado.

Fonte: UOL e agências internacionais (30\05\10)

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Dr. Sia Daneshmand


Queria aproveitar esse espaço para falar do meu médico-cirurgião e também amigo Dr. Sia Daneshmand. O Dr. Sia é hoje Diretor do Departamento de Oncologia Urológica da University of Southern California, EUA, e um dos mais renomados urologistas dos EUA.

Conheci o Dr. Sia em Portland, EUA, onde era o Diretor da Área Urológica do Hospital OHSU. O Dr. Sia foi quem me fez cirurgia para extração de massa seminomatosa retroperitoneal, com muito êxito e me propiciou a cura, que faz aniversário de um ano nesse mês de junho de 2010.

Portanto, deixo a todos os interessados um importante nome na luta contra o seminoma.

H. Albert Einstein realiza "trials" com avelós


Avelós: um aliado contra o câncer

Da sabedoria popular para os laboratórios. Essa é a trajetória do avelós (Euphorbia tirucalli) – uma planta de origem africana encontrada no norte e no nordeste do Brasil que produz uma seiva semelhante ao látex.

O avelós está sendo pesquisado no IIEP e pode tornar-se princípio ativo do primeiro medicamento nacional para o tratamento de câncer. Tradicional ingrediente de chás medicinais e garrafadas (tipo de bebida feita a partir de ervas supostamente medicinais, de acordo com o conhecimento popular), atribui-se à planta características antitumorais. Entretanto, ainda não há comprovações científicas.

O avelós aguçou a curiosidade de um empresário nordestino, que viu melhora de um familiar com câncer depois do tratamento com a planta. Há cinco anos, ele decidiu investir em pesquisas. Na fase pré-clínica – que inclui testes em células em cultura e em animais –, foram demonstrados resultados positivos em diversos tipos de tumores sólidos.

A pesquisa passou então para a primeira fase clínica no IIEP, com duração de cerca de seis meses em seis pacientes. “O intuito dessa fase, que já está finalizada, era descobrir a dose máxima tolerada. Do látex da planta foi isolada a substância ativa, que virou uma pílula”, explica o dr. Auro Del Giglio, gerente do Programa de Oncologia do Einstein e um dos coordenadores da pesquisa. Esses estudos são realizados por meio de parceria entre o IIEP e a PHC Pharma Consulting – empresa de consultoria e assessoria científica, especializada no segmento industrial farmacêutico.

A próxima fase – cujo objetivo é testar a atividade do princípio ativo nas células tumorais – foi iniciada. O que se sabe é que o avelós age inibindo enzimas relacionadas à multiplicação dos tumores, além de ter potencial anti-inflamatório e analgésico. “Ainda não temos previsão sobre resultados. Pesquisas desse tipo geram muitas expectativas, mas antes de tudo é preciso comprovar a eficácia da planta”, completa o dr. Del Giglio.
Início dos Estudos em Fase II

A pesquisa que investiga a efetividade do medicamento AM 10 (Avelós) como uma nova opção de tratamento para o câncer iniciou a fase 2 do estudo.

As pacientes que estiverem dentro dos critérios iniciais e tiverem interesse em participar do estudo poderão fazer contato com o setor de Oncologia.
Critérios para participar do estudo:

* Paciente do sexo feminino e com
* Diagnóstico de câncer de mama metastático (doença que se espalhou para outras partes do corpo)

Como participar do estudo?

Enviar email ou fax, aos cuidados de Roberta, com os seguintes dados:

* Nome completo da paciente
* Data de nascimento da paciente
* Telefone e horário para contato
* Data do diagnóstico
* Nome do tumor
* Local das metástases
* Data e tipo dos últimos exames realizados (ex.: PET, tomografia, ressonância etc.)
* Nome dos tratamentos realizados

Contato:

* E-mail: robertapf@einstein.br
* Fax: (55 11) 2151-0305

Importante:

Caso a paciente preencha os critérios iniciais para participar do estudo, será encaminhada para uma avaliação com médico oncologista.

Nesta segunda etapa, o oncologista fará uma avaliação; em identificando que o estudo é indicado para o caso, a paciente será incluída no estudo.

Importante ressaltar que o estudo será responsável apenas por despesas de saúde relacionadas ao tratamento com o AM 10 (Avelós).

Todas as demais despesas relacionadas a outros tratamentos ou a problemas de saúde que venham a surgir durante a fase de estudo serão de responsabilidade da cliente ou de sua família.

Fonte: Hospital Albert Einstein - www.einstein.br

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Câncer testicular ou seminoma

Gostaria de traçar hoje breves palavras sobre meu recente inferno: tumor testicular ou seminoma. Pois bem, diagnostiquei a lesão em setembro do ano passado e, de lá pra cá, tenho combatido o problema, com altos e baixos. Apesar de formado por células germinativas, meu seminoma migrara, em algum momento de minha vida, dos testículos para os linfonodos retroperitoneais.


Fiz três ciclos de BEP (Bleomicina, Etoposide e Cisplatina) no ano passado, com excelentes resultados. Contudo, em último exame de PET-CT, acusou-se retorno da doença por ter restado pequeno núcleo resistente ao primeiro protocolo quimioterápico. Passei, pois por laparatomia, com vistas a retirar massa necrótica e o tecido neoplásico ativo. No momento, faço novo esquema quimioterápico complementar chamado TIP (Paclitaxel, Ifosfamida e Cisplatina), com resultados muito bons até o momento.


Apesar de tratar-se de tumor altamente sensível a quimioterapia, o seminoma tem me dado um trabalhão danado. Tive de abandonar minha carreira (sou diplomata) e minha rotina deliciosa de esportes (fazia corrida de aventura, ciclismo, atletismo e canoagem) e deslocar-se constantemente para São Paulo.


Paz e saúde a todos!

terça-feira, 5 de maio de 2009

Substâncias carcinogênicas em refrigerantes

Em uma pesquisa com 24 refrigerantes, a Pro Teste --Associação Brasileira de Defesa do Consumidor-- verificou que 7 têm benzeno, substância potencialmente cancerígena. O benzeno surge da reação de um conservante, o benzoato de sódio, com a vitamina C. Como não há regra para a quantidade do composto em refrigerantes, usou-se o limite para água potável: 5 microgramas por litro.

Os casos mais preocupantes foram o da Sukita Zero, que tinha 20 microgramas, e o da Fanta Light, com 7,5 microgramas. Os outros cinco produtos estavam abaixo desse limite. São eles: Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja, Sprite Zero e Sukita.

Fernanda Ribeiro, técnica da Pro Teste, diz que é difícil estudar a relação direta entre o benzeno e o câncer em humanos, mas que já se sabe que a substância tem alto potencial carcinogênico e que, se consumida regularmente, pode favorecer tumores. "Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não há limite seguro para ingestão dessa substância", diz.

A química Arline Abel Arcuri, pesquisadora da Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho) e integrante da Comissão Nacional Permanente do Benzeno, diz que o composto vem sendo relacionado especialmente a leucemias e, mais recentemente, também ao linfoma.

O fato de entrar em contato com o benzeno não significa necessariamente que a pessoa vá ter câncer --há organismos mais e menos suscetíveis. "Mas não somos um tubo de ensaio para saber se resistimos ou não, e não há limites seguros de tolerância. O ideal, então, é não consumir", diz Arcuri.

O benzeno está presente no ambiente, decorrente principalmente da fumaça do cigarro e da queima de combustível. Na indústria, é matéria-prima de produtos como detergente, borracha sintética e náilon.

Nesse caso, não contamina o consumidor por se transformar em outros compostos. A principal preocupação é proteger o trabalhador da indústria.

O efeito do benzeno é lento, mas, quanto maior o tempo de exposição e a quantidade do composto, maior a probabilidade de desenvolver o tumor.

Fonte: Folha de S. Paulo, 05/05/2009 (Flávia Mantovani)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pequena palavra sobre o Aveloz

Muito tem sido comentado sobre a planta Aveloz - e a sua capacidade anti-carcinogênica. Paciente do câncer como eu sou, sempre tive muita vontade de que a medicina encontrasse algum vetor natural que pudesse combater, com eficiência, a doença.

O que gostaria de chmar a atenção aqui é que o Aveloz ainda está em fase de pesquisa e não pode ser consumido indiscriminadamente, como planta milagrosa. O Hospital Albert Einstein, em São Paulo, tem conduzido experiências com a planta, que podem ser acessadas por meu de seu setor de oncologia.

Um pouco de paciência é sempre bem-vinda. Acredito, do fundo do coração, que a medicina nunca esteve tão perto de uma cura definitiva para o câncer.

Saúde.

sábado, 4 de abril de 2009

Lapachol - uma esperança no combate ao câncer

O lapachol - substância encontrada no Ipê - já tinha sido usado no tratamento de câncer na década de 70, mas gerou efeitos colaterais. Pesquisadores da UFRJ criaram uma nova substância sintetizada que destruiu células cancerígenas.

Pesquisadores do Rio de Janeiro produziram uma substância que promete um tratamento mais eficaz e menos penoso contra o câncer. Os testes já foram feitos em células doentes, mas ainda não começaram em seres humanos.

A substância que atraiu os pesquisadores é produzida pelo ipê, árvore nativa do Brasil e abundante por aqui. O lapachol já tinha sido usado no tratamento de pacientes com câncer na década de 70, mas gerou vários efeitos colaterais.

Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) criaram agora uma nova substância em laboratório. Aproveitaram parte da composição do lapachol e de uma outra substância, extraída de uma planta do Canadá.

“O nosso objetivo foi aproveitar o que havia de melhor em cada uma dessas estruturas e produzir uma nova substância que matasse as células cancerígenas e não apresentasse efeito tóxico significativo nos pacientes”, explica Paulo Roberto Ribeiro Costa, coordenador da pesquisa.

Os primeiros resultados foram positivos: a substância sintetizada foi testada em células de leucemia e câncer de pulmão de laboratório, que foram destruídas em três dias.

Depois, o teste foi feito em camundongos sadios para verificar se eles apresentariam efeitos colaterais. Os animais não tiveram queda de pêlo, nem perda de peso, o que é comum em quimioterapias.

O passo seguinte foi definitivo para a pesquisa. A substância criada no laboratório foi aplicada em células retiradas de dez pacientes com leucemia do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

Esses pacientes não respondiam mais ao medicamento considerado de ponta no tratamento da doença. A nova substância matou as células cancerígenas.

Agora, os estudos estão sendo feitos em camundongos doentes. Daqui a dois ou três anos, o objetivo é começar a testar a substância em seres humanos.

“Esses resultados trazem uma esperança muito grande mesmo para pacientes em estágios avançados do câncer”, destaca o biomédico Eduardo Salustiano, da UFRJ.

sábado, 28 de março de 2009

Angiogênese - esperança no combate ao câncer


Uma das áreas mais promissoras das pesquisas de combate ao câncer é aquela que tem centrado seus esforços na área da angiogênese. Como se sabe, para que o tumor possa prosperar, ele deve se alimentar - e muito - de energia proveniente da circulação sangüínea. Pesquisas têm demonstrado que o câncer, uma vez em ação, secreta sinais químicos (como o VEGF), que induz a formação de nova vascularização ao seu redor (angiogênese), garantindo, pois, o suprimento de energia necessária para o seu desenvolvimento.

Recentemente, estudos têm sido apresentados na área do combate à angiogênese, sobretudo na capacidade de se interferir na síntese de VEGF. O AVASTIN, droga recentemente descoberta e comercializada, tem como princípio ativo a inibição de sinais químicos que favoreçam a angiogênese.

O mais interessante de tudo isso é que certos alimentos que ingerimos possuem substâncias fitoquímicas capazes de interferir direta ou indiretamente na produção do VEGF e, conseqüentemente, na angiogênese. Segundo o Dr. Richard Béliveau, famoso bioquímico canadense que tem desenvolvido pesquisas inovadoras sobre o poder de alimentos no combate ao câncer, alimentos como o chá verde, a raiz cúrcuma, a soja, uvas e frutas vermelhas, e alimentos ricos em ômega-3, possuem propriedades anti-angiogênicas. Ministrados em doses elevadas em ratos de laboratório, alguns estratos desses alimentos reduziram significativamente o desenvolvimento de tumor naqueles animais, segundo o Dr. Béliveau.

Vale, portanto, a dica: consuma chá verde diariamente, troque o tempero tradicional de sua comida (ou salada) por cúrcurma, consuma muita uva (e vinho tinto moderadamente), frutas vermelhas (morango, amoras, framboesas, mirtilos, airelas...), e tome bastante missoshiro com tofu!

Maiores informações sobre o Dr. Béliveau pode ser encontradas no sítio: www.richardbeliveau.org

domingo, 1 de março de 2009

EUA indicam remédio para prevenir câncer de próstata

EUA indicam remédio para prevenir câncer de próstata
Usada para tratar calvície, finasterida reduz em 25% o risco de tumor maligno


Recomendação se apoia em estudo com 18.882 homens; especialistas se dividem sobre o uso da droga, que pode gerar disfunção sexual

AMARÍLIS LAGE
DA REPORTAGEM LOCAL

A Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco) e a Associação Americana de Urologia (AUA) divulgaram no dia 24 a primeira recomendação de um remédio para a prevenção do câncer de próstata.
A orientação prevê que homens saudáveis usem finasterida para prevenir esse tipo de tumor -procedimento que a Asco definiu como "quimioprevenção". O remédio já é utilizado atualmente no tratamento da calvície e do crescimento benigno da próstata.
A recomendação tem como base o PCPT (Prostate Cancer Prevention Trial), estudo realizado nos Estados Unidos e no Canadá com 18.882 homens com idade acima de 55 anos e sem sinal de câncer de próstata.
Durante sete anos, parte dos participantes tomou finasterida e parte, placebo. Constatou-se que o uso do remédio reduziu em cerca de 25% o aparecimento do câncer.
O resultado, porém, foi acompanhado de uma polêmica: aparentemente, os homens que tomaram finasterida e tiveram câncer de próstata apresentavam tumores mais agressivos. Estudos posteriores mostraram que, como esses participantes tinham a próstata reduzida pela finasterida, era mais fácil encontrar nas biópsias deles tumores agressivos. Além disso, os pesquisadores relataram que esses tumores eram detectados antes no grupo que tomou o remédio do que no grupo que recebeu placebo.
"O tempo mostrou que a finasterida deixa essas células com uma aparência mais "feia", mas é só uma alteração morfológica, elas não ficam mais agressivas. Houve uma polêmica que dividiu os médicos, mas ela vai acabar. Se a AUA adotou essa recomendação, é porque as evidências a favor da finasterida são muito fortes", avalia o urologista Miguel Srougi, professor titular da USP.
Mas, para outros especialistas, ainda há algumas perguntas em aberto. "Uma delas é: a finasterida só evita o câncer mais leve, e não o mais agressivo? Outra: qual o resultado da finasterida depois de sete anos? Há indício de que, após esse período, a proteção diminua", afirma Stênio de Cássio Zequi, cirurgião pélvico do Hospital do Câncer A.C.Camargo.
O urologista Carlos Eduardo Corradi, chefe do departamento de uro-oncologia da SBU (Sociedade Brasileira de Urologia), considera a recomendação norte-americana precoce. "Estudos com o câncer de próstata demoram muitos anos para apresentar resultados e o PCPT não teve a conclusão final ainda. A gente não sabe o que pode acontecer a longo prazo."

Desvantagens
As entidades norte-americanas recomendam que homens que já tomam finasterida e aqueles que têm PSA total até 3 conversem com seus médicos sobre os prós e contras de tomar o medicamento a longo prazo. No Brasil, o PSA total é considerado saudável até 2,5, mas isso varia de acordo com outros fatores, como o tamanho da próstata do paciente e o índice de PSA livre.
Uma desvantagem do remédio é que ele pode gerar disfunção sexual e crescimento da mama. De acordo com Zequi, esses efeitos costumam atingir cerca de 3% dos pacientes.
Para os especialistas ouvidos pela Folha, o uso do medicamento deve ser indicado para homens que integrem grupos de risco. Ter um parente de primeiro grau com a doença eleva em duas vezes o risco de desenvolver câncer de próstata. Além disso, a incidência da doença parece ser maior em negros, de acordo com Srougi.
Ele ressalta que, atualmente, os urologistas não têm à disposição nenhum outro método preventivo para o câncer de próstata. Há alguns anos, acreditou-se que o licopeno (substância que confere a cor vermelha do tomate), o selênio e a vitamina E teriam um efeito protetor, mas levantamentos recentes mostraram que ainda não há evidências suficientes nesse sentido.
Procurado pela reportagem, o Inca (Instituto Nacional de Câncer) respondeu, por meio de sua assessoria de imprensa, que não comenta pesquisas que não tenham tido participação do corpo clínico do órgão.